terça-feira, 5 de outubro de 2010

100 anos de República ...

Passaram-se 100 anos desde a Implantação da República e a questão que se põe é ... será que se cumpriu os ideais? Será que temos aquilo por que lutamos? ou as coisas continuam na mesma? Como seriam as coisas se continuássemos numa Monarquia?

Não se esqueça que a 1ª República foi um caos e consigo veio a ditadura que durou 48 anos ... 48 anos de sofrimento, 48 anos de controlo, 48 anos de tortura ... e esse facto é muitas vezes apagado do discurso dos republicanos ...

Queríamos uma nação melhor, queríamos liberdade, igualdade, fraternidade ... queríamos avançar, ser modernos, evoluir ... mas será que o fizemos? e se não, conseguiremos num sistema assim?

A República transformou o nosso país, mas não para algo tão idílico como se pensava na época ... Temos muito ainda que fazer, e pessoalmente, não quero deixar o meu país, pois parte de mim sente a obrigação de o ajudar a ser algo melhor e não desertar como tanta gente faz. Há que ter coragem e determinação para mudar. Não é contentar-se com discursos cliché "ah vou para fora que tenho mais oportunidades que aqui" ... Talvez não haja oportunidades porque também não as sabemos criar ... e ok há que admitir que os "big bosses" do Governo não tem isso como prioridade ... mas há que pressionar e exigir cada vez mais deles.

A República contudo, não é só caos. Há que relembrar também que Portugal faz parte da União Europeia, das Nações Unidas e da NATO. Uma coisa que um professor meu disse e que concordo plenamente é o seguinte "Os portugueses são os melhores trabalhadores do Mundo. O problema é que não sabem disso e não se aproveita o conhecimento que eles tem nem os recursos que eles têm".

Portugal realmente tem recursos, e o seu grande problema talvez é que não se saiba usa-los ou que não se use bem o que se tem ... e há que ensinar e chamar atenção às pessoas disso.

O nosso país é fantástico, as nossas gentes são únicas, e há que saudar todos os que lutaram para mudar Portugal e que acreditaram nas suas convicções.

Eu não irei abandonar minhas raízes ... pelo menos assim tão facilmente não




VIVA PORTUGAL 


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